Sessão especial promovida pelo Cosems RJ e Observatório do SUS debate os desafios e as perspectivas da gestão municipal nos próximos anos

O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems RJ), em parceria com o Observatório do SUS da Fiocruz, realizou no dia 12 de fevereiro a “Sessão Especial – Gestão Municipal do SUS no Ciclo 2025-2028: experiências e desafios”, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo promover um espaço para análise e reflexão sobre os principais desafios enfrentados pela gestão municipal do SUS e discutir experiências e perspectivas sobre a organização dos serviços e redes de saúde, considerando as articulações interfederativas entre os poderes.
A atividades foram iniciadas com a conferência do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, que falou sobre “Gestão Municipal do SUS: trajetória e contexto atual”. Em seguida, o tema “Gestor municipal do SUS no ciclo 2025-2028: panorama, experiências e organização de redes” foi debatido em uma mesa redonda com a participação da presidente do Cosems RJ, Conceição Rocha; da coordenadora de planejamento da secretaria municipal de saúde de Quissamã, Delba Barros e do pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz, Assis Ouverney.
Em sua fala, Conceição ressaltou a importância da atuação do gestor municipal de saúde e destacou alguns aspectos que contribuem para o trabalho do dia a dia. “Quando assumimos uma secretaria, é bom lembrar que o SUS não é para amadores. Não podemos pensar que, com amadorismo, vamos dar conta dessa complexidade que é a gestão pública da saúde. Antes de tudo, é preciso escolher um corpo técnico qualificado. Investir na formação de pessoas, em capacitação também é fundamental”, ponderou. A presidente do Cosems RJ ainda falou sobre o diálogo necessário, com outras secretarias do município, com o poder legislativo e com o poder judiciário. Outro aspecto citado foi a participação dos secretários municipais de saúde e seus técnicos nas instâncias de pactuação, como a Comissão Intergestores Regional (CIR) e a Comissão Intergestores Bipartite (CIB). “Esse são espaços nossos e o secretário tem que estar lá. Estamos vivenciando um processo de esvaziamento que não pode prosperar. Faço um apelo aqui e lembro que é preciso levar para as discussões as dificuldades que se apresentam no dia a dia, ir sabendo o que está acontecendo no município e ter informação para poder tomar as decisões”, resumiu.
Sobre os desafios da gestão, Conceição destacou o recente retrocesso sofrido pelo processo de regionalização e o impacto da falta de financiamento nesse contexto, além do crescimento da judicialização e da formação e gestão de pessoas.
O evento foi transmitido e está disponível no canal oficial da Ensp/ Fiocruz. Acesse e assista! https://www.youtube.com/watch?v=rxHIiBNh7wo&t=9198s Confira a galeria de imagens: